Resenha: AC/DC All Stars Tribute incendeia Caxias do Sul — e prova que o rock não envelhece
April 24, 2026 0 By Geraldo AndradeSe alguém ainda tinha dúvida de que o rock segue pulsando forte na serra gaúcha, o dia 21 de abril tratou de resolver isso com autoridade. O UCS Teatro, com público quase lotando cada assento, virou território sagrado para os fãs de riffs pesados e refrões eternos. No palco, o AC/DC All Stars Tribute feat. Ivan Gac não fez apenas um show — fez uma celebração elétrica, suada e barulhenta como deve ser.
Desde o primeiro acorde, ficou claro: não era noite de nostalgia morna. Era descarga de energia pura.
E no centro desse furacão estava Ivan Gac. O vocalista chileno não interpreta Brian Johnson — ele encarna. Voz rasgada, presença dominante e uma entrega que beira o visceral. Gac conduz o público como um frontman de verdade: provoca, puxa, grita… e recebe de volta um coro que transforma o teatro em estádio por alguns minutos.
Foto Crédito GO SANDI FOTOGRAFIA
A banda acompanha no mesmo nível de intensidade. O “Angus” da noite cumpre seu papel com sobra: solos precisos, atitude insolente e aquela movimentação que mistura caos e controle — exatamente como manda o manual do AC/DC. A cozinha segura tudo com peso e consistência, mantendo o groove firme enquanto clássicos desfilam sem piedade.
E que desfile.
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“Highway to Hell”, “Back in Black”, “Thunderstruck”… não teve respiro. Cada música era recebida como hino, com o público cantando alto, batendo palma, vivendo cada segundo. Não importava se era tributo — naquele momento, era real.
O mais interessante é justamente isso: a linha entre homenagem e experiência se apaga. Quando a execução é desse nível, o que sobra é sentimento. E sentimento não se discute.
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A produção, direta e eficiente, fez o que precisava: deixou a música falar alto. Sem firulas desnecessárias, sem distrações. Só rock.
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No fim, o veredito é simples e direto, como um riff de três acordes:
foi f*da.
Caxias respondeu, a banda entregou — e o AC/DC, mesmo através de um tributo, mostrou mais uma vez por que é eterno. Alta voltagem do início ao fim — e sem queda de energia.
Foto Crédito GO SANDI FOTOGRAFIA

Geraldo “Gegê” Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.
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Geraldo "Gegê" Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.


