Resenha: “Hate Über Alles” – Kreator (2022)

Resenha: “Hate Über Alles” – Kreator (2022)

June 7, 2022 0 By Geraldo Andrade

Um dos maiores nomes do thrash metal mundial, Kreator, está de volta com seu novo e ótimo trabalho “Hate Über Alles”, o primeiro a apresentar o ex- baixista do Dragonforce, Frédéric Leclercq.

O Kreator nos presenteia com seu novo e ótimo trabalho. “Hate Über Alles” não é apenas o primeiro da banda em cinco anos, mas o primeiro a apresentar o ex- baixista do Dragonforce Frédéric Leclercq.

Após a introdução Italo-Western “Sergio Corbucci Is Dead”, temos a faixa-título e “Killer Of Jesus” são dois thrashers com um peso que só o Kreator sabe fazer, que entrada sensacional. 

“Crush The Tyrants” e “Strongest Of The Strong” são batidas pesadas e poderosas, enquanto “Become Immortal” vem com um ótimo riff que lembra o Judas Priest, e isso é muito bom, que deve ser um futuro hit ao vivo e antecipa os cânticos dos fãs com coros oh-ho-ho na parte do meio, nascida para ser um clássico.

“Conquer & Destroy”, que é uma das principais faixas do álbum. Começando com um riff harmonizado hipnótico entre Mille e Sami, leva você a uma falsa sensação de segurança porque o acelerador é então empurrado para frente e o thrash retorna com um dos melhores riffs de thrash do álbum.


Temos a participação de Sofia Portanet, que nos fornece uma forte performance vocal em “Midnight Sun”, dando aquele toque diferente  e especial na faixa, que também possui um belo videoclipe. Mille não se deixa levar por pensar “fora da caixa”. Isso é bom, porque as contribuições dos convidados são integradas de forma mais coerente em “Hate Über Alles” e tornam as músicas mais fortes.

“Demonic Future” da sequencia ao álbum, aqui temos mais um thrash poderoso, que vai grudar na cabeça de muitos headbangers. As guitarras aqui estão matadoras, uma verdadeira aula.

“Pride Comes Before The Fall”, tem uma calma introdução, mas logo volta o peso destruidor do Kreator, impossível não sair batendo cabeça, e aja pescoço (risos).

Recentemente entrevistei o baixista Frédérick, e ele fez questão de comentar que a última faixa do álbum, foi composta por ele, que adicionou coisas de death metal. Essa faixa é “Dying Planet”, e que bela contribuição e perfeita para fechar esse ótimo trabalho desse gigante do thrash metal mundial, o Kreator.

Vale lembrar que com Arthur Rizk a banda mostra que fez a escolha certa como produtor. Ele prova que você pode produzir um thrash mega poderoso e ao mesmo tempo com uma sensação, vamos dizer, “refrescante” ao vivo.
Um grande destaque também, desse novo trabalho é a bateria, é maravilhoso como a bateria de Ventor se torna uma máquina destruidora, definitivamente um dos melhores bateristas do thrash metal.
A arte de Eliran Kantor, autor da capa, que pode ser descrita como perfeita,  também podemos destacar. E assim o KREATOR entrega um álbum perfeito, que certamente vai estar na lista de seus melhores trabalhos.

Músicas

  1. Sergio Corbucci Is Dead
  2. Hate über alles
  3. Killer of Jesus
  4. Crush the Tyrants
  5. Strongest of the Strong
  6. Become Immortal
  7. Conquer and Destroy
  8. Midnight Sun
  9. Demonic Future
  10. Pride Comes Before the Fall
  11. Dying Planet
Geraldo "Gegê" Andrade

Geraldo “Gegê” Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais. 

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