Rage In My Eyes: Novo clipe traz referências de Teixeirinha, Érico Veríssimo e Ridley Scott

Rage In My Eyes: Novo clipe traz referências de Teixeirinha, Érico Veríssimo e Ridley Scott

November 20, 2021 0 By Geraldo Andrade

Já está no ar o novo vídeo clipe da banda gaúcha RAGE IN MY EYES, para a faixa “Spark of Hope”, uma das mais elogiadas do novo EP, “Spiral”.

O clipe ganhou uma sessão de pré-lançamento na sexta-feira, 12/11, realizada no Funny Feelings, na cidade de São Leopoldo/RS, onde o público pôde conferir em primeira mão a obra. Recheado de referências, o clipe traz desde a obra do folclórico Teixeirinha, passando pelo clássico da literatura “O Tempo e o Vento”, de Érico Veríssimo, até o filme “Os Duelistas”, dirigido por Ridley Scott em 1977. A história que se passa no clipe viaja até o sul do Brasil do século 19, após uma década de guerra, onde dois homens duelam por uma questão de honra. Um deles é um tenente rebelde e o outro, um rastreador indígena conhecido como Missioneiro. Uma vez eles lutaram lado a lado, agora eles vão duelar um com o outro. Espreitando sua morte trágica, uma Dama de branco aguarda para levá-los a uma jornada final enquanto um novo sol nasce.

Assista ao vídeo clipe de “Spark of Hope”

rage in my eyes

O guitarrista Magnus Wichmann, que é neto de Teixeirinha, relembra a música “Velho Casarão”, lançada pelo seu avô em duas versões, entre 1979 e 1984, nos álbuns “20 Anos de Glória” e “25 Anos de Sucesso”, respectivamente. Segundo Wichmann, a música fala de uma figueira e um duelo, e com isso veio a inspiração de a história do clipe se ambientar aos pés de uma figueira, fazendo essa referência. Nesse trecho da letra de “Velho Casarão” e possível identificar essa passagem: “Velho casarão já quase tapera / Da grande figueira sombreando o telhado / Se ela falasse contava a história / De quem lhe plantou há um século passado / Mas como eu sou neto de quem lhe plantou / Eu conto a história, casarão amado / Nas suas paredes tem furo de bala / Das revoluções que a história fala / Serviu de trincheira, a varanda e a sala / P’ra seu construtor, meu avô afamado”.

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