Krisiun: Os reis do Death Metal brasileiro, estão de volta com o seu novo álbum “Mortem Solis”!
August 8, 2022 0 By Geraldo AndradeO trio gaúcho de death metal KRISIUN, lança o 12º álbum da banda, “Mortem Solis”, pela parceria Shinigami Records/Century Media Records/Sound City Records em DIGIPACK com CONTRACAPA EXTRA e uma faixa bônus.
Para o 12º álbum da banda, o trio formado pelos irmãos Alex Camargo (baixo/vocal), Max Kolesne (bateria) e Moyses Kolesne (guitarra) estava determinado a manter intacto o seu antigo destemor dentro do underground. Se olharmos o “Mortem Solis” com olhos comerciais, o álbum e um contragolpe direto, uma lâmina incandescente no peito de uma cultura musical pré-fabricada. Ou seja, “Mortem Solis” apresenta um Death Metal ferozmente agressivo e bem trabalhado. Faixas como ‘Serpent Messiah’, ‘Sworn Enemies’, ‘Swords into Flesh’ e ‘War Blood Hammer’ demonstram o compromisso de 32 anos do KRISIUN com a arte do Death Metal.
“Tivemos ideias realmente novas para o Mortem Solis”, diz Moyses Kolesne. “Talvez porque paramos por dois anos [devido à pandemia], mas também porque víamos a cena do metal se tornando mais comercial e falsa. Como uma banda mais antiga, nós mantemos o verdadeiro [Death Metal] e essa é a nossa missão agora: trazer o verdadeiro Death Metal de volta”.
A trajetória infernal do KRISIUN começou em Ijuí, município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, em 1990. O trio foi inspirado por uma gama diversificada do Metal Extremo, que inclui bandas como Slayer, Venom, Destruction, Motörhead, Morbid Angel e os seus mais do que famosos compatriotas de Sepultura, e trabalhou duro por anos até assinar um contrato com a Dynamo Records, de São Paulo, para lançar o seu agora clássico álbum de estreia “Black Force Domain” em 1995. A fascinante e desenfreada crueldade do KRISIUN se espalhou rapidamente pelo mundo e eles conseguiram fechar um contrato com a GUN Records em 1997 para continuar o seu ataque por toda a Europa, que começou oficialmente com a primeira turnê da banda fora do Brasil chamada Black Force Domain Tour, onde o público ficou atordoado com o Death Metal sangrento praticado pelo trio. Desde então, o seu brutal legado vem aparecendo em discos como “Apocalyptic Revelation” (1998), sua estreia mundial sob o selo Century Media Records, “Conquerors of Armageddon” (2000), “Works of Carnage” (2003), “Southern Storm” (2008) e “Scourge of the Enthroned” (2018). Então, não é de se estranhar que “Mortem Solis” continue a tradição de insanidade musical intransigente.
“Mortem Solis é mais direto”, diz Kolesne. “Cortamos tudo o que consideramos desnecessário para torná-lo o mais brutal possível. Sem usar um computador ou um metrônomo, tudo sob o verdadeiro espírito do Death Metal. Nós três compartilhamos a mesma visão para o Metal. Somos um exército de três. Claro, evoluímos como irmãos, pessoas e músicos. Nós nos divertimos muito juntos. Mas essa coesão nos deu o jeito Krisiun, o caminho em que estamos e continuamos a trilhar”.
Em vez de se aventurar no exterior, como aconteceu com os álbuns “Scourge of the Enthroned” e “Conquerors of Armageddon” que foram produzidos no renomado Stage One Studio de Andy Classen na Alemanha, os irmãos decidiram logisticamente que seria mais eficiente ficar no Brasil e gravaram “Mortem Solis” no Family Mob Studio em São Paulo. Hugo Silva (Sepultura, Nervosa) e Otavio Rossato (Crypta, Desalmado) foram contratados como engenheiros, enquanto Silva também foi o escolhido para co-dirigir a produção com o KRISIUN. Quando tudo foi concluído no Brasil, as faixas foram enviadas para o especialista em mixagem e masterização Mark Lewis (Nile, Monstrosity) em Nashville, Tennessee. De fato, Classen, ao longo dos anos, colocou sua assinatura no KRISIUN, mas a nova equipe criou um som absolutamente infernal em “Mortem Solis”.
“As sessões de estúdio foram ótimas”, diz Kolesne. “O Family Mob não fica muito longe de onde moramos e nos sentimos confortáveis lá. Além disso, era ótimo ir para casa todas as noites e recarregar as baterias. Nós amamos Andy, mas era hora de mudar. Nós realmente gostamos do som que Mark conseguiu para outras bandas, então foi natural para nós escolhê-lo. Ele também gosta de Death Metal. Mark forneceu muita confiança para alcançar o som que queríamos”.
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Geraldo "Gegê" Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.



