Entrevista exclusiva com a banda DISTRAUGHT
December 9, 2025 0 By Geraldo AndradeEm uma conversa marcada pela intensidade e sinceridade que sempre acompanharam sua trajetória, a banda Distraught sentou conosco para falar sobre sua fase atual.
O vocalista André Meyer e o guitarrista Ricardo Silveira comentaram sobre o recém-lançado EP inVolution, explorando o processo criativo, as temáticas que moldaram o trabalho e o novo momento vivido pela banda. Além disso, revelaram o que o público pode esperar da aguardada apresentação no Natal do Metal, em Caxias do Sul, onde prometem um show poderoso e repleto da energia característica do grupo.
Foto Crédito: Cristiano Seifert
O EP inVolution marca uma nova fase da banda. Como vocês descrevem a essência desse trabalho?
André: Acho que é o ciclo natural de tudo que construímos, o amadurecimento musical, novos elementos de percussão nas músicas e mudanças de formação. Diferente do título do EP, estamos sempre em processo de evolução (risos).
O que motivou o nome inVolution?
André: Depois que escrevemos as letras esse título foi pura inspiração. Acho que “inVolution” remete o “Ser Humano” como o autor principal da destruição do mundo que vivemos.
Ricardo: Quando estávamos pensando na escolha do título queríamos algo que representasse as 4 letras em uma única palavra, não queriamos um título que ficasse longo. Tínhamos algumas ideias e o André sugeriu “InVolution” que fechou muito bem com a temática, resultado da involução do ser humano perante a natureza e as atitudes no geral, onde não se aprende com erros do passado infelizmente.
Musicalmente, o que diferencia este EP do material anterior?
Ricardo: Com a participação do Thiago Caurio nas composições acabou surgindo partes mais cadenciadas, groovadas o que fechou muito bem com a nossa identidade.
Foto Crédito: Facebook Distraught
Como foi o processo de composição e gravação?
Ricardo: As composições começaram nascer a partir de uma ideia que o Thiago Caurio tinha me enviado, eram ritmos/levadas que ele gravou no estúdio dele, fiquei um tempo improvisando/gravando/testando Riffs e foi começando a estrutura da “Bloody Mines” Na época não sabíamos ao certo se seria um single apenas, um Ep ou Full Album. A ideia “conceito EP” começou surgir a partir da “Extermination of Mother Nature” essa o Caurio tinha também gravado levadas de Batera e até Riffs na guitarra, eu fui criando em cima dessas ideias, com as estruturas/ideias de arranjos meio “pré feitas” o André começou a encaixar as letras, nessa fase íamos para o estúdio e trabalhávamos juntos para lapidar os arranjos… Nessa fase acabou surgindo os Riffs da “Truth Denied” na sequência o Everton lançou a ideia da “SetFire” a Aether surgiu em cima de um improviso percussivo que o Caurio tinha feito e acabou encaixando perfeitamente no meio do EP … Esta fase da pré-produção e gravação das bateras foram no “Black Stork” estúdio do Thiago Caurio. As Guitarras, Baixo e Voz foram gravadas no “Dry House” estúdio do Renato Osorio finalizando com a mixagem/masterização do Benhur Lima.
Qual faixa vocês sentem que melhor representa o espírito do EP?
André: Penso que todas as faixas são importantes já que são cinco músicas e cada uma representa um elemento. “Exterminate of Mother Nature” representa muito para nós gaúchos devido à terrível enchente que ocorreu aqui em nosso estado em 2024.
Esse som deu origem a um videoclipe gravado em um dos locais atingidos pela água às margens do rio em Charqueadas RS.
Como o público tem reagido às músicas novas?
Ricardo: Repercussão está excelente só temos a agradecer.
O que significa para vocês participarem do Natal do Metal em Caxias do Sul?
André: Estamos muito empolgados para fazer esse show, primeiro porque faz bastante tempo que não tocamos em Caxias, mas principalmente pelo histórico do festival que já dura 25 anos e é todo voltado para ajudar a quem precisa. Grande iniciativa da Márcia Paim que é responsável pelo evento. Esse ano é para arrecadar fundos para o João Vitor de 8 anos com diagnóstico de leucemia linfóide aguda tipo B e também para arrecadar alimentos não perecíveis para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Vocês estão preparando algo especial para esse show?
Ricardo: Sim!
O público pode esperar uma performance mais voltada para o novo EP ou um equilíbrio com os clássicos?
Ricardo: As duas opções (Spoiler)! Vai ser o primeiro show que vamos tocar na íntegra o “Involution” além de passar pelos álbuns anteriores e também um cover de uma banda que foi a base o alicerce para todas as bandas do planeta.
Foto Crédito: Facebook Distraught
O que os fãs de Caxias do Sul podem esperar em termos de energia no palco?
André: Nós sempre procuramos dar nosso máximo em todos os shows, e com o lançamento do novo EP podemos garantir que vamos fazer uma noite memorável para nossos fãs.
Como vocês enxergam a importância de eventos como o Natal do Metal para fortalecer a cena?
Ricardo: Importantíssimo! Sabemos das dificuldades que os produtores têm para produzir um show em um bar/Pub/ginásio/teatro não é fácil, é muito trabalho e dedicação, evolve apoio/patrocínios etc.. a maioria do público não tem ideia de como funciona essa engrenagem. Bandas se dedicam para criar/lançar seus trabalhos (Albuns/Videoclipes,) produtores se dedicam para o show acontecer e o público comparecer para essa engrenagem funcionar e a cena fortalecer e continuar!
Qual mensagem vocês deixam para quem vai ao show de dezembro?
André: Esse show por ser beneficente peço a colaboração de todos para adquirir o ingresso, mesmo os que não puderam ir ao evento, para ajudar o João Vitor a vencer essa luta.
Foto Crédito: Cristiano Seifert
Uma mensagem para os fãs e leitores da Revista Freak:
André: Primeiramente queria agradecer ao espaço cedido e a SEMPRE força da Revista Freak com o Distraught, e aos leitores que continuem prestigiando esses veículos valiosos de comunicação que temos para nos fortalecer. Muito Obrigado.
Ricardo: Também agradecer o espaço e o apoio da Revista Freak e aos fãs e leitores.

Geraldo “Gegê” Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.
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Geraldo "Gegê" Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.



