Resenha: “Legends” – Sabaton (2025)
January 27, 2026 0 By Geraldo AndradeO Sabaton desfrutou de um enorme sucesso, construindo uma base de fãs leal que cresce a cada ano nos últimos 26 anos. Tudo começou com o álbum de estreia de 2005, “Primo Victoria”, transformou-se em uma trajetória triunfante no metal até os dias de hoje.
Três anos após o lançamento de “The War to End All Wars”, o Sabaton está de volta com seu 11º álbum de estúdio. Intitulado simplesmente “Legends”, o novo trabalho faz jus às expectativas. A banda se mantém fiel à sua fórmula de sucesso. Sua mistura equilibrada de metal e melodia, combinada com uma atmosfera teatral, tem sido uma fórmula vencedora por anos, e suas marcas registradas são imediatamente reconhecíveis em “Legends”.
O álbum começa com o cativante single “Templars”, uma canção sobre os Cavaleiros da Ordem do Templo. É envolvente o suficiente para ser agradável de ouvir, seja a primeira ou a quinquagésima vez. Os vocais do coral adicionados a tornam uma faixa de abertura grandiosa e épica para o álbum.
O próximo single, “Hordes of Khan”, foca em Genghis Khan. A música é rápida e fortemente impulsionada pela bateria de Hannes Van Dahl. A introdução, repleta de efeitos de sincronização, é seguida por uma avalanche de riffs pesados que certamente não decepcionarão nenhum fã.
“A Tiger Among Dragons”, que se concentra no senhor da guerra chinês Lü Bu, tem um desenvolvimento um pouco mais lento e, no geral, é menos pesada do que a maioria das músicas do novo álbum, mas não é menos interessante.
“Crossing the Rubicon”, que contou com a participação de Jonny Hawkins, vocalista da banda Nothing More, no single, narra a história de Caio Júlio César.
“I, Emperor” possui uma estrutura lírica interessante, com a maioria dos versos e refrões começando com “I will” (ou “I’ll”), uma escolha bastante apropriada para uma canção centrada em Napoleão Bonaparte. Escrever a letra em primeira pessoa reforça ainda mais o tom egocêntrico da música.
“Maid of Steel” traz de volta toda a velocidade e energia explosivas do Sabaton desde o primeiro segundo. A música foca na história inspiradora de Joana d’Arc, provando que você pode moldar a história independentemente da sua origem. A música quase soa como um hino e é seguida por solos de guitarra épicos e muito pesados.
“Impaler” narra a controversa história de Vlad III. A música tem um ritmo mais lento, mas não deixa a desejar em intensidade. A sonoridade alterna entre partes ameaçadoras e minimalistas, com instrumentação minimalista, e riffs de guitarra sombrios e melancólicos. O solo de guitarra por volta de dois terços da música é muito bem executado.
“Lightning at the Gates”, que tem como foco Hannibal Barca, soa estranhamente familiar. Lembra um pouco o álbum ‘Uprising’, lançado em 2010. A intensidade das músicas cresce continuamente e, embora nunca chegue a ser particularmente pesada, transmite uma sensação muito heroica.
Por outro lado, “The Duelist” me lembra “Shiroyama”, de 2019. Talvez seja apenas aquele som característico do Sabaton que eles aperfeiçoaram ao longo das últimas duas décadas. Esta é uma das músicas mais cativantes e divertidas do álbum.
A música mais longa do álbum “The Cycle of Songs” é dedicada a Senusret III, faraó do Egito. Devido à sua duração, cada parte da canção tem mais tempo para respirar, o que a torna mais calma sem precisar diminuir muito o nível de energia. Gosto do conceito, pois ainda mantém a essência do Sabaton , mas também oferece algo novo aos fãs.
O álbum fecha com “Till Seger”, que nos leva de volta ao país natal do Sabaton com uma nova canção sobre Gustavo Adolfo, Rei da Suécia. Essas canções sobre a história da sua própria terra natal, na sua língua nativa, têm um significado ainda mais especial.
“Legends” é exatamente o que o título sugere. Soa atemporal, como música que permanecerá muito tempo depois que o momento passar. Lendas nunca morrem, e o Sabaton prova que se tornou parte desse grupo imortal. Seu lugar no heavy metal está garantido por álbuns como este.
Músicas
1- Templars
2- Hordes of Khan
3- A Tiger Among Dragons
4- Crossing the Rubicon
5- I, Emperor
6- Maid of Steel
7- Impaler
8- Lightning at the Gates
9- The Duelist
10- The Cycle of Songs
11- Till Seger

Geraldo “Gegê” Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.
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Geraldo "Gegê" Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.



