Resenha: “A New World Rising” – Rage (2025)
October 1, 2025 0 By Geraldo AndradeAssisti o Rage ao vivo, em 2005, no Festival Live ‘n’ Louder, que aconteceu em Porto Alegre/RS, no Gigantinho. Além do Rage, tivemos shows de Scorpions, The 69 Eyes, Destruction, Nightwish, Shaman e Toccata Magna. Em minha opinião, o Rage fez o melhor show do festival. Ali fui apresentado a essa grande banda alemã, e depois desse show, comecei a gostar e a ouvir muito Rage e de lá pra cá, a banda se tornou um dos grandes nomes do metal mundial.
Passados 20 anos daquele festival, o Rage continua sem descansar. Por mais de quatro décadas, Peavy Wagner manteve vivo um projeto que começou nos anos oitenta com raízes no speed e no thrash , mas que logo se transformou em uma das instituições mais sólidas do heavy/power metal alemão .
Em meio a mudanças de formação e altos e baixos da indústria, o Rage sempre soube se reinventar, mantendo sua marca única.
Agora a banda chega com “A New World Rising”, seu novo álbum que acaba de ser lançado, o trio apresenta um trabalho mais direto e positivo em comparação com a densidade conceitual de seu antecessor.
A faixa de abertura, “Innovation”, soa exatamente como o Rage sempre soou – ou seja, brilhante. Riffs arrasadores, solos arrasadores, a música galopa com energia, mas ainda soa moderna. Da mesma forma, “Against The Machine” mantém esse ritmo, com a bateria martelando enquanto Peavy se enfurece.
Em “Freedom”, a minha favorita, a escala de tudo isso se torna evidente, antes de um ataque de guitarra dupla que poderia fazer o Maiden corar. Se “We’ll Find A Way” não faz punhos voarem para o alto, então você provavelmente não tem punhos.
Eles são assumidamente heavy metal, e “Cross The Line” prova o quão bons eles são nisso. Em outras partes, um toque latino se insinua em “Next Generation”, enquanto a banda busca esperança na escuridão.
“Fire In Your Eyes” desacelera o ritmo, mas não a qualidade, mostrando que, quando o Rage se debruça sobre a melodia, ainda deixa a maioria dos seus pares para trás. “Eu vejo um novo horizonte”, cantam em “Leave Behind” – e mesmo quando a acústica aparece brevemente, o Rage nunca parece estar se vendendo.
Eles também sabem fazer groove – “Paradigm Change” ostenta um riff monstruoso que a maioria das bandas mataria para ter. As coisas ficam mais sombrias em “Fear Out Of Time”, espreitando até que uma explosão de guitarras as traga para a luz. Em contraste, “Beyond The Shield Of Misery” é mais curta, mais afiada e mais direta.
Há até uma versão retrabalhada de “Straight To Hell”. É fascinante ouvir a mais recente encarnação do Rage reinterpretar seu passado.
O nome Rage sempre foi um selo de qualidade, e “A New World Rising” não é exceção. Depois de quatro décadas, eles ainda provam por que são importantes. Em suma, “A New World Rising” apresenta-se como um álbum sólido e conciso, no qual o Rage reforça sua identidade com canções diretas e poderosas, além de uma mensagem positiva que revigora um cenário frequentemente dominado pela melancolia. Não é um álbum que busca reinventar a fórmula, mas sim revitalizá-la com frescor e convicção, mostrando a banda prolífica em excelente forma e totalmente atual.
Músicas
1- A New World Rising
2- Innovation
3- Against the Machine
4- Freedom
5- We’ll Find a Way
6- Cross the Line
7- Next Generation
8- Fire in Your Eyes
9- Leave Behind
10- Paradigm Change
11- Fear Out of Time
12- Beyond the Shield of Misery
13- Straight to Hell ’25

Geraldo “Gegê” Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.
Matérias Relacionadas
About The Author
Geraldo "Gegê" Andrade blogueiro e vlogueiro a mais de 15 anos. Iniciou sua paixão pelo rock n roll, nos anos 80, quando pela primeira vez, ouviu um álbum da banda KISS. Tem um currículo com mais de 500 shows, de bandas nacionais e internacionais. Um especialista em entrevistas, já tendo entrevistado vários músicos nacionais e internacionais.



