Mais um livro do submundo do rock’ n’roll está saindo do forno traduzido para o português pela Editora Belas Letras. Diários da Heroína, escrito pelo músico Nikki Sixx, reúne anotações que ele fez ao longo de um ano na sua juventude, em um mergulho pelo mundo das drogas que quase custou sua vida.
Com honestidade, Nikki Sixx expôs suas cicatrizes mais profundas e os detalhes mais perturbadores. “Havia um cara sobre quem eu costumava escrever nos meus diários trinta anos atrás: Sikki Nixx. Era o meu alter ego, e eu culpei esse motherf*** por coisa pra caralho. Sempre que eu injetava ou bebia até ficar insano, ou traía, ou roubava, ou mentia… bem, era culpa do Sikki.”
Nikki Sixx gastou milhares de dólares em drogas. Em pouco tempo ou ele estaria completamente falido ou morto. E por um instante foi considerado morto, após uma overdose de heroína. “Estava na maca, coberto até a cabeça por um lençol. Vi alguma coisa… lá estava minha limo. Havia gente chorando. Havia uma ambulância… havia um corpo coberto por um lençol sendo carregado pra dentro da ambulância. Era eu. Eu vi tudo.”
O músico está há 15 anos sem usar drogas e se tornou exemplo para outros dependentes químicos. “E eu estaria mentindo se dissesse que não houve momentos ao longo da última década em que não senti o apelo da garrafa como uma solução para os meus problemas.”
As suas histórias reais de terror, que ele mesmo chama de “pesadelo”, e a volta por cima vêm motivando muitas pessoas nos últimos anos. Ao subir no palco hoje, Nikki é alvo de olhares compreensivos, um público que o conhece tão bem quanto ele próprio. E quando pega o microfone a multidão se silencia para escutá-lo. “Muitas pessoas que conheci ao longo dos últimos dez anos me agradecem por Diários da Heroína e dizem que o livro salvou a vida delas. A verdade é que o livro salvou a minha vida também.”