Edward Mordrake conta a história de um aristocrata do século XIX, que de acordo com a publicação “Anomalies and Curiosities of Medicine”, dos médicos norte-americanos George M. Gould e Walter L. Pyle, de 1896, teria nascido com o rosto de seu irmão gêmeo em sua nuca. Uma face perversa que o atormentava com falas maldosas e o incentiva a cometer suicídio. Na canção, o vocalista e compositor, Átila Ferrarez, utiliza as duas faces de Edward como metáfora, para falar sobre problemas mentais, abuso sexual infantil e assédio psicológico. Fatos que muitas vezes são jogados para baixo do tapete de famílias que preferem manter o status de seu nome e não expor a realidade que vivenciam, as vezes por décadas.
Átila fala sobre o single: “Talvez essa seja a letra mais autoral da que fiz. Ao trazer assuntos tabus como abuso sexual infantil, loucura e depressão, o single se torna um desabafo e um convite à reflexão” – afirma Átila.